Minha foto
Brazil
Eu sou o que os seus olhos podem ver.

Estrangeiro.

Sou um estrangeiro para minha alma,
quando minha lingua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz,
quando meu eu interior ri ou chora, ou se entusiasma,
ou treme, meu outro eu estranhao que ouve e vê,
e minha alma interroga minha alma, mas
permaneço desconhecido e oculto,
velado pelo nevoeiro,
envolto no silencio.

Dois.

Duas bocas, um sorriso
Dois corpos, um calor
Duas vidas, um destino
Dois corações, um amor

Não há destino nem cartas
Que possam prever magia como esta
São duas histórias, duas estradas
Que agora unem nossas quimeras
A solidão alcançou o fim
Dois errantes de mãos dadas

O amor nos uniu assim
Somos duas almas destinadas
Martírio, cravos e dor
Agora são lembranças do passado
Impera então o nosso amor
Que me uniu a ti, minha amada.

Um ao outro.

Todos nós temos um ponto fraco
Alguns dos nossos são fáceis de identificar
Olhe-me nos olhos e peça perdão,
Nós faremos uma pacto para nunca falar essa palavra novamente
Sim, você é "minha". Todos nós temos algo que nos inspira
Pelo menos nós inspiramos um ao outro
Então quando a fraqueza aumentar meu ego,
eu vou saber que você contou comigo desde o passado
Se eu me transformar em outro, cave e me resgate daquilo que está cobrindo
a melhor parte de mim. Cante nossa canção, lembre-me de que nós sempre
teremos um ao outro quando todo o resto tiver acabado,
nós teremos uma doença que inteligentemente se apega e se multiplica
Não importa o quanto tentemos impedir.
Todos nós temos algo que nos inspira
Pelo menos nós inspiramos um ao outro
Então quando a doença aumentar o meu ego,
eu sei que você irá agir como um remédio eficaz.

Silêncio.

Assim,
como a morte é o remate da vida,
aquilo que lhe dá forma e valor,
aquilo que encerra o círculo,
também o silêncio é o fim supremo da linguagem e da consciência.
Tudo aquilo que se diz ou se escreve, tudo o que se sabe,
destina-se a isso, a isso verdadeiramente,
o silêncio.

Diário do silêncio.